A fratura do escafóide é mais comum em adultos jovens, relacionado com alguma queda, lesão esportiva ou acidente de automóvel.

A articulação do punho é formada pelo encontro dos 02 ossos do antebraço (Rádio e Ulna) com um conjunto de ossos menores, dispostos em 02 fileiras, formando o carpo.
Os ossos do carpo são conectados por pequenas fibras (ligamentos) que fazem com que eles se movimentem todos juntos quando mexemos o punho.
Destes pequenos ossos o mais importante é o Escafóide que tem o formato de um “amendoim torcido” e ocupa as 02 fileiras.

Tanto a ponta dos ossos do antebraço como os ossinhos são revestidos por uma película branca, chamada de cartilagem.
O paciente queixa-se de dor no punho na região relacionada com o polegar , que piora com o movimento; ás vezes fica inchado e com hematoma, mas pode ser confundido com um “simples emtorse” do punho.
Na radiografia inicial a fratura pode passar desapercebida – portanto é importante imobilizar o punho e o polegar com gesso ou tala na suspeita de fratura.
O diagnóstico pode ser confirmado com uma radiografia posterior ou exames mais sofisticados.
O escafóide é um osso complicado! Ele demora para consolidar entre 08 e 12 semanas.
Como ele recebe sangue pela sua extremidade distante do punho (pólo distal) – as fraturas na sua porção mais próxima do punho (pólo proximal) podem deixar o fragmento proximal sem circulação de sangue (necrose).
A fratura do escafóide sem desvio pode ser tratada com imobilização gessada por 8-12 semanas.
Alguns pacientes que não podem ou não conseguem permanecer de gesso todo este período (caso de dentistas, músicos, atletas..) podem ter a sua fratura do escafóide fixada com parafuso – o que permite a utilização de uma tala com velcro removível e reabilitação mais precoce.
Fraturas do escafóide com desvio devem ser operadas, pois como este osso inteage com vários ossos vizinhos, se ele grudar fora do lugar vai causar atrito à movimentação e causar desgaste da cartilagem – fato que determina a artrose do punho com consequente dor, perda de movimento e perda de força.
Nos casos de diagnóstico tardio, não consolidação da fratura ou necrose do fragmento proximal pode ser necessário a colocação de enxerto ósseo.

One thought on “Fratura do Escafóide”

  1. estou com esse problema no escafoide desde 26 outubro 2012 coloquei tala duas vezes uma semana cada gesso duas vezes 30 dias cada um contando tudo fiquei com o braço imobilizado do dia 26de outubro ate dia 2 de janeiro tireie to na fisioterapia mas sinto muito dor onde foi quebrado nesse osso escafoide o punho doe o polegar nao tenho força e agora to com dor no braço demora assim mesmo ou pode ter dado alguma coisa errada estou preocupada

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